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O que é hemofilia A?

A hemofilia A é um distúrbio hemorrágico hereditário que dificulta a coagulação adequada do sangue.

Em uma pessoa saudável, proteínas chamadas fatores de coagulação trabalham juntas para formar um coágulo sanguíneo e ajudar a parar o sangramento. Pessoas com hemofilia A não têm quantidade suficiente de um fator de coagulação chamado fator VIII. Como resultado, o sangramento pode ocorrer devido a lesões, cirurgias ou mesmo sem causa aparente, e leva mais tempo para parar.

A gravidade da hemofilia depende da quantidade de fator VIII presente no sangue de uma pessoa. Quando o nível do fator é mais baixo, as chances de sangramento são maiores, o que pode causar sérios problemas de saúde.

O que causa a hemofilia A?

A hemofilia A é uma condição hereditária que ocorre quando um gene específico (F8) está ausente ou é defeituoso. Esse gene causa um problema com o fator de coagulação VIII, que é necessário para parar o sangramento. Ele é transmitido pelo cromossomo X.

Os homens normalmente têm um cromossomo X e um Y, enquanto as mulheres normalmente têm dois cromossomos X. Quando as mulheres são portadoras desse gene, há uma chance de 50% de transmiti-lo a seus filhos. Se o gene for transmitido a um filho homem, ele terá a doença. Se o gene for transmitido a uma filha mulher, ela se tornará uma portadora. No entanto, o termo "portadora" pode ser enganoso, pois algumas mulheres portadoras podem ter níveis reduzidos de Fator VIII, apresentando sintomas de hemofilia.

Se a mãe não for portadora do gene da hemofilia, o pai com hemofilia A não pode transmiti-lo a seus filhos homens, mas suas filhas mulheres serão portadoras do gene. Esse padrão de herança é conhecido como recessivo ligado ao sexo ou ao cromossomo X.

Casos sem histórico familiar

Às vezes, um menino pode nascer com hemofilia mesmo que ninguém na família a tenha tido antes. Nessas situações, acredita-se que a mutação genética ocorreu espontaneamente na mãe, na avó ou na bisavó da criança. Isso significa que a condição surgiu na família pela primeira vez, e nenhum membro do sexo masculino a havia herdado anteriormente. Alguns estudos descobriram que em até 1 a cada 3 novos casos de hemofilia, não há histórico conhecido da doença na família.

Quais são os sintomas da hemofilia A?

Os sintomas da hemofilia A podem ser semelhantes aos de outras condições, por isso, sempre consulte um médico para um diagnóstico adequado. Os sinais podem variar de leves a graves, dependendo da gravidade da doença.

  • Pessoas com hemofilia A sangram por mais tempo que o normal.
  • O sangramento de pequenos cortes e arranhões geralmente pode ser tratado aplicando um pouco de pressão.
  • No entanto, sangramentos prolongados podem ocorrer após cortes maiores ou cirurgias de pequeno porte, como extração de dentes ou circuncisão (cirurgia para remover a pele, chamada de prepúcio, que cobre a cabeça do pênis em bebês do sexo masculino), podendo durar vários dias.
  • Quando as crianças com hemofilia A começam a engatinhar ou andar, é comum o aparecimento de hematomas (manchas roxas) em seus joelhos e cotovelos, se elas caírem ou rolarem sobre um brinquedo ou superfície dura.
  • Hematomas podem surgir em suas nádegas se elas caírem ou se sentarem de repente.
  • Em casos graves de hemofilia A, pode ocorrer sangramento interno espontâneo nas articulações e músculos, especialmente nos joelhos, cotovelos e tornozelos.
  • Quando há sangramento em uma articulação ou músculo, isso leva a articulações doloridas, rígidas e inchadas, causando dificuldade para usar a articulação ou o músculo.
  • Formação de acúmulos de sangue sob a pele (conhecidos como hematomas) após receber uma injeção.

Como a hemofilia A é diagnosticada?

Se o seu médico suspeitar que você pode ter hemofilia A, ele fará perguntas sobre os sintomas, examinará seu corpo em busca de hematomas ou lesões e o encaminhará a um especialista em sangue (hematologista), que solicitará alguns exames. Estes incluem:

  • Hemograma completo (HC): Este exame mede e analisa os diferentes tipos de células sanguíneas.
  • Tempo de protrombina (TP): Este exame determina a rapidez com que o seu sangue coagula.
  • Tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa): Outro exame de sangue que mede o tempo que o sangue leva para coagular.
  • Dosagem de fibrinogênio: Este exame mede o nível de uma proteína do sangue chamada fibrinogênio, que desempenha um papel na coagulação.
  • Dosagem de fator de coagulação: Este exame de sangue revela o tipo específico e a gravidade da hemofilia.
  • Teste genético ou de DNA: Este teste é realizado para verificar a presença de genes anormais associados à hemofilia.

Quais opções de tratamento estão disponíveis para hemofilia A?

No momento, não há cura para a hemofilia A, portanto, os tratamentos são usados para aliviar os sintomas a fim de melhorar a qualidade de vida. Os principais tratamentos usados para a hemofilia A são:

Reposição de fator de coagulação

Um tratamento comum para hemofilia A é receber injeções na veia (intravenosas) do fator de coagulação ausente (que pode ser semelhante ao FVIII natural, chamado recombinante, ou uma molécula humana real proveniente do sangue), o que ajuda o sangue a coagular. Essas injeções podem ser administradas regularmente para prevenir episódios de sangramento (profilaxia) ou quando há sangramento devido a uma lesão ou cirurgia (sob demanda).

Terapias de reposição sem fator

Produtos de reposição sem fator agem como o fator VIII produzido pelo corpo. Eles são administrados como injeções sob a pele (subcutâneas) para prevenir (profilaxia) ou reduzir o sangramento e podem ser usados por pacientes mesmo se desenvolverem um inibidor (anticorpo contra o FVIII que torna os fatores de reposição de coagulação menos eficazes). A reposição de fator de coagulação seria necessária para tratar sangramentos.

Terapia gênica

A terapia gênica para hemofilia A é uma abordagem promissora que obteve progresso significativo e está disponível para uma parcela dos pacientes. Ela envolve a introdução de uma cópia saudável do gene ausente no corpo para que ele possa produzir fator VIII suficiente por conta própria. Os cientistas estão usando certos vírus para levar o gene saudável para dentro do corpo, e estudos iniciais mostraram resultados positivos.

Agentes antifibrinolíticos

Agentes antifibrinolíticos podem ser usados como terapia de suporte em pacientes com hemofilia A para prevenir a degradação da fibrina nos coágulos sanguíneos (fibrinólise), reduzindo assim o risco de sangramento após procedimentos dentários ou lesões.

Qual é a perspectiva para uma pessoa com hemofilia A?

Pessoas afetadas pela hemofilia A podem levar uma vida de baixa qualidade devido à dor prolongada e problemas com o movimento dos membros. Questões psicossociais também podem se desenvolver devido à incapacidade de frequentar a escola ou o trabalho; participação limitada em atividades esportivas; vida social reduzida; autopercepções negativas da imagem corporal, masculinidade ou autoestima; flexibilidade física limitada; e incapacidade de ter um desempenho constante no trabalho, causando perda de emprego e renda.

Os ensaios clínicos (que também podem ser chamados de 'estudos de pesquisa') são projetados para verificar quão seguros são os medicamentos experimentais e quão bem eles funcionam. Pesquisadores estão trabalhando arduamente para aprender mais sobre a hemofilia A e avanços no tratamento, incluindo a terapia gênica.

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Se você gostaria de saber mais sobre ensaios clínicos patrocinados pela Roche, visite a página de ensaios clínicos Roche ForPatients: Link

O que é pesquisa clínica?

Na pesquisa clínica, voluntários, pesquisadores e profissionais médicos trabalham juntos em direção a um objetivo compartilhado: melhores resultados de tratamentos para os pacientes. Os ensaios clínicos são vitais para o seu processo. Eles são cuidadosamente projetados e seguem protocolos aprovados.

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